Governo Municipal mudou a realidade do Hospital de Vargem Grande

26 de outubro de 2017 às 10:40.
Por Assessoria de Imprensa.

Por Alpanir Mesquita.

Nos últimos dias, a divulgação de um relatório que mostrava o estado precário em que se encontrava o Hospital Municipal Benito Mussoline de Sousa, o único do município, causou uma onda de críticas à gestão de saúde.

As irregularidades foram encontradas durante fiscalização do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), que ocorreu entre os dias 12 a 18 de março de 2017, ou seja, pouco mais de dois meses que a nova gestão estava no comando do município. Além disso, foram analisados documentos referentes a janeiro de 2015 a fevereiro de 2017, período em que não representa o trabalho da administração atual.

As principais irregularidades encontradas pelo Denasus, segundo relatório, foram: banheiros em estado precários; paredes com revestimentos precários; fachada do hospital sem identificação visual do SUS; boxes da urgência sem divisórias, deixando os pacientes sem nenhuma privacidade; sala de medicação com recipientes para perfuro cortantes improvisados e lixeiras sem acionamento a pedal; porta da sala de raio-x sem sinalização luminosa; móveis e portas das enfermarias danificadas; camas das enfermarias mal conservadas e berços sem colchões; piso do centro cirúrgico deteriorado; enfermarias sem climatização e etc.

Ao longo do ano, o Hospital Municipal Benito Mussoline passou por ampla e profunda reforma e a realidade vista em março é totalmente diferente da atual. Vale ressaltar que a reforma foi dividida em duas etapas, sendo realizada até agora somente a primeira. O diretor geral do hospital, Carlindo Diniz, apresentou um relatório que explica cada melhoria feita pela prefeitura, por meio das secretarias de Obras e de Saúde, comandadas por José Barros Filho e Nicoly Mesquita, respectivamente.

Confira as obras executadas no Hospital Municipal Benito Mussoline.

SETOR DA EMERGÊNCIA: Recebeu nova pintura e climatização (antes, só existiam ar condicionados sem funcionamento e oferecendo riscos para funcionários e pacientes); as portas foram reformadas e pintadas, os trincos e as torneiras da sala de emergência e de medicação trocados; lâmpadas substituídas; aquisição de quarenta lençóis; leitos pintados e reformados, bem como as poltronas de observação; colocação de bebedouros (os existentes não funcionavam há anos); manutenção hidráulica e elétrica; criação de sala de repouso para os profissionais de enfermagem; reforma em todo telhado com a troca de mais de 5 mil telhas, bem como peças de madeira e limpeza do forro; reforma do esgoto em frente ao hospital (um problema antigo que já foi mostrado até em noticiários de repercussão nacional) e troca do calçamento na frente do prédio. Salas que foram reformadas: Consultório médico, sala de medicação, sala de emergências, setor de observação, posto de enfermagem, recepção, repouso da enfermagem, repouso médico e sala de raio-x.

ENFERMARIAS MASCULINAS E FEMININAS: Paredes e portas reformadas e pintadas e trincos trocados; manutenção hidráulica e elétrica; bebedouro industrial consertado (estava desde agosto de 2016 sem funcionar); lavagens periódicas em todas enfermarias.

ENFERMARIAS OBSTÉTRICAS: Totalmente reformada com pintura e manutenção das paredes, leitos e berços; climatização com dois ar-condicionados (os existentes não funcionavam fazendo com que as gestantes e os bebês sofressem com o calor excessivo); janelas pintadas e vidros das janelas trocados.

PEDIATRIA: Reforma, pintura e climatização dos leitos com colocação de cortinas; implantação da brinquedoteca (um serviço feito em parceria dos médicos, enfermeiros e assistentes sociais).

FARMÁCIA: Mudança para uma sala mais adequada e mais ampla; pintura, troca de porta e feita a manutenção do ar-condicionado.

CENTRO DE ESTERILIZAÇÃO, SALA DE EXPURGO E CME: Salas e portas reformadas e pintadas, bem como recuperação do forro; criação de novo repouso para médicos (maior, mais confortável e climatizado); aquisição de mais roupas cirúrgicas.

VEÍCULOS: A nova gestão recebeu apenas uma ambulância em funcionamento, a Kangoo, sem emplacamento e necessitando de revisão; uma Fiorino estava abandonada em uma oficina da cidade faltando inúmeras peças; uma Hilux estava na garagem do hospital parada há anos; uma Doblô estava quebrada e sem funcionamento; uma outra Fiorino que estava alugada para o município foi levada no final do mandato. Atualmente, o município dispõe de duas ambulâncias, sendo uma completamente equipada oferecendo suporte avançado e conforto para a população, pacientes e profissionais de saúde.

CENTRO CIRÚRGICO: Aquisição de uma nova mesa cirúrgica e reforma da mesa de parto (ambas encontravam-se em péssimo estado de conservação); reforma do forro, troca de lâmpadas e aquisição de lençóis e capotes cirúrgicos; está sendo executado um planejamento estratégico para ser iniciada a segunda etapa de reforma, visto que, o setor trabalha diariamente e não pode ser interditado em sua totalidade.

REFEITÓRIO: Reformado, pintado e implantado um bebedouro para os funcionários e os pacientes.

LAVANDERIA: Recuperação do forro; retirada de grande quantidade de documentos acumulados e também de lixo que serviam de criatório de ratos e baratas; manutenção das máquinas de lavar e secadora; colocação de um ventilador de parede.

CAIXA D’ÁGUA: Aquisição de uma caixa d’água com capacidade de 10 mil litros (antes tinham duas de 3 mil litros cada); troca da bomba, bem como início da construção de novas colunas de concreto para colocar as caixas d’água.

REPOUSO DOS FUNCIONÁRIOS: Totalmente reformado com pinturas de paredes e trocas de portas e trincos; criação de mais um repouso para a enfermagem e criado o repouso dos motoristas; solicitado também novas beliches.

ADEQUAMENTO DA CARGA HORÁRIA: Carga horária correta para motoristas, AOSD e preparadoras de alimentos, visto que, por anos trabalhavam em carga horária desumana; maqueiros 24 horas presentes.